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Despertar Cedo

Este blog mostra-te as melhores dicas sobre o dia-a-dia social e financeiro. Tudo para que nunca chegues atrasado!

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16.Abr.19

O tempo, o amor e as leis da física

Os meus pais estão casados há 40 anos. Nunca nos passou pela cabeça, nem a mim nem ao meu irmão, que se fossem separar. São uma dessas coisas seguras que sabes que vão estar sempre lá. Estarem juntos é tão certo como o sol nascer todos os dias. Mas não pensem que todos os dias foram bons ou românticos. Penso que parte do sucesso está em aceitar que o amor muda.

 

Nada se perde, tudo se transforma. Ao longo destes 40 anos tenho visto como o amor dos meus pais se transformou em companheirismo e amizade. Mas também numa partilha de rotinas e gostos adquiridos; hábitos que criaram juntos e que não tencionam romper. Seria ingénuo pensar o contrário, não é? Pensar que o amor é imutável, estático no tempo e no espaço. E muito menos a paixão, que é sempre mais efémera.

 

O amor, tal como qualquer outro sentimento, muda com o tempo. Amadurece. Transforma-se. Mas isso não significa que não possa ser constante, como o exemplo dos meus pais prova. Há quem diga que nunca podemos ser indiferentes a uma pessoa que já amamos. Confesso que sou das pessoas que acredita nisso. De todas as transformações possíveis, de amor para indiferença parece-me a mais impossível.

 

Acho que vale a pena manter uma relação em que o amor se transforma nessa amizade bonita, nesse companheirismo cheio de “inside jokes”. Mas olho à volta e vejo casais que se mantêm juntos não por amor, como os meus pais, mas por uma ideia de amor. Pela ideia de ter uma família, por exemplo. Pela vida que organizaram juntos e da qual não querem abdicar - a casa, o carro, os jantares fora com amigos.

 

Para quem está a ler: não, não há nada de errado com o meu casamento. Simplesmente acabei de responder a algumas perguntas do meu filho, que quis saber porque é que os pais do melhor amigo continuam casados se “não se amam”. As crianças são o verdadeiro big brother, ouçam o que vos digo.



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